EMAIL ENVIADO PARA AMIGOS

SAUDAÇÃO AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA 'MÉDICA' E
DA 'ENFERMAGEM'.

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Fri, 2 Sep 2011 13:51:34 +0000

Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
faço aqui um justo reconhecimento ao trabalho dos mé-
dicos, enfermeiros e demais da área da saúde.
E há de se registrar o equilíbrio emocional que se es-
pera ter um profissional da área da saúde.
Esta capacidade é louvável e considero estes profis-
sionais o protótipo do altruísmo. Tenho calibrosa veia al-
truísta mas não poderia trabalhar no ramo de forma tão
super-intensiva tal qual faz grande parte destes profissio-
nais, em plantões insanos e até por vezes mal remunera-
dos.
Vejo em mim uma carga energética que me permite
apenas viver no limite para com a depressão, e estas pes-
soas que padecem muito e prolongadamente, de forma
coerente, tem um componente deprimido inerente, mes-
mo que até não aparente.
E é assim o trabalho destes heróis; os dias todos e a-
té quase todos os dias.
Tal e qual bombeiros e salva-vidas.
Zerariam o ânimo da minha bateria na primeira viagem.
Por mais que eu praticasse os princípios de transferência
e de contratransferência; já que a técnica sempre tem lá se-
us limites na aplicação.
Ricardo Bing Reis.

EMAIL ENVIADO PARA AMIGOS

SAUDAÇÃO AOS PROFISSIONAIS DA ÁREA 'PSI'.

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Fri, 2 Sep 2011 13:51:34 +0000

Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
faço aqui um justo reconhecimento ao trabalho dos psi-
quiatras, psicoterapeutas, psicanalistas, psicólogos, psi-
copedagogos e neurocientistas comportamentais.
E há de se registrar o equilíbrio emocional que se es-
pera ter um profissional da área "psi".
Esta capacidade é louvável e considero estes profissi-
onais o protótipo do altruísmo. Tenho calibrosa veia altru-
ísta mas não poderia trabalhar no ramo, já que vejo em
mim uma carga energética que me permite apenas viver
no limite para com a depressão e estas pessoas deprimi-
das, todos os dias e os dias todos, zerariam minha bateria
na primeira viagem.
Por mais que eu praticasse os princípios de transferên-
cia e de contratransferência; já que a técnica sempre tem
lá seus limites na aplicação.
Ricardo Bing Reis.

USCHI & EU'.

'Uschi & Eu',
escrevi tal 'Marley & Eu', não por coincidência.
No Natal, assisti com minha esposa e 2 filhas este
filme. Na verdade, vi o terço final, mas já assistira
outras 2 vezes porque minha filha de 9 gosta da es-
tória.
E é parecida com 'Uschi & Eu'.
A 'Uschi' é uma cadelinha Daschund/salsicha que
tinha há 15 anos, desde meu casamento; como que
nossa primeira filha...
A família já começara com ela.
Quando fomos comprar, eu é que fui escolhido por
ela. Não o contrário. Veio me lambendo e abanando
o rabo, com 2 meses de idade. Até então, não dado
à cachorros, fui voto vencido e acompanhei minha es-
posa para comprar. Mas por fim, o dono afetivo aca-
bou sendo eu. Aprendi que não é nós que os escolhe-
mos, mas eles nos escolhem. Autênticos.
Foi minha sombra por 15 anos.
E há 48 horas olho para o chão e a sombra não es-
tá mais ali. Um provável infarto a levou na penúltima
madrugada; tendo minha esposa a encontrado deitada,
fria, o que nunca fora afetivamnete, no corredor de casa.
'Desligada'. Para sempre.
Observo que muitas pessoas não entendem afeto por
animais. Mais comum ainda, talvez, entre aqueles de
contato com a vida campestre, onde vê-se mais o sofri-
mento animal, talvez banalizando. Embora justo aqui
possa estar o oposto, por leitura inversa.
Mas, se experimentarem convívio com um cão, verão
que, o afeto mesmo vem mais de lá para cá.
E o que mais me dói não é a perda em si, embora doa
muito. Mas o fato de eu ter ficado devendo.
Ela gostava de mim centenas de vezes mais que eu po-
deria corresponder.
Se jogaria na frente de um Pittbull que me atacasse pa-
ra me defender, nem que isto lhe causasse a morte, por
um instinto de proteção que transcende qualquer raciona-
lidade.
Então, você poderia dizer estar eu em ato falho por di-
zer 'racionalidade'; mas não. Os animais, são, para mim,
racionais, e não raro, mais que muitas pessoas, que de
Ser Humano só tem o 'Ser'.
Tal qual no filme, na chegada dos filhos, o 'Marley'
passou a segundo plano; às vezes tendo que tolerar a
intolerância dos donos; pelos afazeres com os filhos
pessoas.
Mas nem por isto, 'Uschi' e 'Marley' foram ciumentos,
nem invejosos, nem vingativos, nem infiéis. Ao contrá-
rio, extenderam seu amor incondicional e fiel aos recém
chegados. Foi assim com minhas filhas de 4 e 9. Como
que um guarda-costa para cada um da casa.
Ficava no iglú esperando cada qual chegar, e enquanto
não vinham todos, não saía dali.
E como dizia o filme no seu epílogo: ...'quantas pessoas
você conhece que tenham fidelidade incondicional à ou-
tra, a despeito de ser negro ou branco, ser jovem ou ve-
lho, ser milhionário ou mendigo de rua, ser sob teto ou
sob chuva?
Antropomorfismo à parte, penso que os cães são mais
evoluídos emocionalmente que nós pessoas. Exceto os
'mad dogs', mas que também são mais numerosos entre
nós!
Agora estou sem minha sombra.
E não tenho como fazer ela saber que a vejo como me-
lhor, muito melhor que eu.
Esta disparidade, esta lição de vida, me gera uma culpa;
sinto que era muito mais fiel à mim que poderia um dia
ser à ela; embora sempre tenha sido 'bom pai'.
Mas serei agora eterno devedor.
O cão é sim o melhor amigo do Homem, mas não sei se
algum consegue ser tão proporcionalmente amigo daquele.
Não é justo.
À dor da perda, se soma a dor da injustiça.
Uschi, desculpa e obrigado.
Pai Ricardo Bing Reis.

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CIÚME. - PARTE PRIMEIRA -

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Sat, 16 Jul 2011 01:25:10 +0000

Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
um grande fantasma meu até por volta dos 30 foi o ciú-
me. Acho que meio pouco se fala sobre este tema, inclu-
sive a nível de psiquiatria & Cia. Por causa dele, inferni-
zei muitas mulheres inocentes.
Sem falar no sofrimento que me causou.
Chega a causar situações dramáticas e aflitivas; quan-
do desproporcional.
Acho que traz mais sofrimento para o portador do que
para o vetor, mas corrói relacionamentos bilateralmente. E
falo do ciúme infundado, sem justificativa na realidade.
Até porque, se fundamentado, é coerente e a separa-
ção da pessoa amada. Embora isto, por incrível que pare-
ça, hoje ser polêmico neste mundo onde tudo, inclusive a
traição conjugal pareça ter que ser perdoada. São os cor-
nos mansos up-to-dates pós-modernos. Muito legal.
Fiz terapia com foco nisso durante 7 anos e nada.
Em 1996 e meados de 1997, fiz um curso de Psicote-
rapia num Instituto, sem objetivos profissionais, mais co-
mo auto-ajuda e orientação para entender minhas curiosi-
dades e inquietações acerca do entendimento do compor-
tamento humano em geral e pessoal.
E foi aí que tive uma das maiores surpresas de minha
vida, já não tão curta. Estava decidido a resolver o conflito
e então, fui à Biblioteca (sempre escrevo esta palavra com
letra Maiúscula, por reverência, pois incrivelmente está
tudo nos livros).
; Estava disposto a tudo, inclusive a enfrentar os 24 vo-
lumes da coleção do Sigmund Freud. E 'Sigmund' quer di-
zer 'boca santa'; ou algo por aí.
Continuo.
Ricardo Bing Reis.

 

 

MEU AMIGO E COLEGA ULTRA-VENCEDOR.

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Sun, 15 Jan 2012 03:28:45 +0000
Querido amigo,
hoje, fui levar minhas filhas à praia, para fica-
rem esta semana por lá, com a avó, no apar-
tamento dela.
Na volta, vinha pela Estrada do Mar. A saída
para Osório estava fechada.
O poilicial rodoviário federal me disse que ca-
íra uma barreira na free-way, próxima à Lagoa
dos Barros.
Então, tive que ir até Capivari e entrar via a
RS-040.
Passei pelas Águas Claras e cheguei à Viamão.
Então, me lembrei que tu moravas ali.
Fiquei imaginando tua 'via crucis' diária para
chegar ao 'bota longínquo' Biociências e HCPA.
Dali até a Bento ou Ipiranga é um parto. E é
apenas a chegada à partida.
E ainda estava uma chuvarada sem fim.
Agora vem o contraste.
Depois, me veio a lembrança um Simpósio no
luxuoso Hotel Plaza São Rafael, há uns 10 anos,
onde participavas de uma 'mesa redonda' longilí-
nea, com 2 médicos americanos.
E, tu falavas e os 2 gringos ficavam boquea-
bertos com o teu descorrer em farmacologia, in-
clusive em inglês corrido. E só faziam 'yes' com a
cabeça. Aí vinha outra pergunta, os gringos da-
vam uma resposta e tu pegavas o microfone e
mais um banho de conhecimento. E dê-le os grin-
gos fazerem 'oh, yes' com a cabeça de novo.
Será que aqueles gringos imaginam que, en-
quanto eles iam de 'Scholar-Bus' de bairro aristo-
crático de Boston à Harvard; tu fazias, ao mesmo
tempo, o trajeto que citei nos nossos ônibus da
época e até com chuvarada?
Parece a história da lebre e da tartaruga.
Com o diferencial que eles são sim, lebres, mas
tu, nosso Superman.
Se a história confere; é isso.
Parabéns, talvez nunca tenhas te dado conta do
quanto és vencedor.
Por isto escrevi.
Grande abraço do amigo que tanto te admira.
Ricardo Bing Reis.

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CIÚME. - PARTE SEGUNDA -

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Sat, 16 Jul 2011 01:25:10 +0000

Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
dizia que, em ato de auto-didatismo, estava a pesquisar
na interminável obra do Freud. Confesso que o fiz com
certo grau de desconfiança, pois não pertenço ao fã clu-
be dele.
Sou mais dado ao neodarwinismo e neurociências.
Mas hoje nutro profundo respeito a ele, pois eu mal
podia imaginar que a leitura a seguir, mudaria, e muito,
minha vida, de modo instantâneo e definitivo.
Talvez também por isto hoje acredito muito no esfor-
ço de se auto-ajudar na leitura, e neste esforço, também
valem os aparentemente bobos e tão ironizados livros de
auto-ajuda.
Pois bem, fui no índice geral por assuntos (que esta-
va no primeiro volume) e copiei num papel todas as pas-
sagens da obra dele que se referia ao tema ciúme.
Tinha 2 ou 3 inserções em cada volume.
Ler tudo aquilo era uma tarefa exaustiva, e por todas
vezes me foi desestimulante, pois em geral eram breves ci-
tações não pertinentes e, quando mais aprofundado, não
batia.
Pela forma de funcionamento de meu pensamento, não
melhoro sem um 'insight' certeiro, exato. A princípio, acho
que nunca obteria resultado numa terapia cognitivo-compor-
tamental, embora comprovadamente traga resultado em vas-
ta gama de pessoas, muito em uso atualmente.
Cheguei ao fim do volume 23 sem nenhum sucesso.
Será que a resposta estaria justo no último volume?
Continuo.
Ricardo Bing Reis.

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CIÚME. - PARTE TERCEIRA -

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986-UFRGS@provedor.com.br
Date: Sat, 16 Jul 2011 01:25:10 +0000

Aos meus amigos-médicos e TODOS demais internautas,
estava decidido a desistir e nem pesquisar no volume fi-
nal, mas algo do tipo a gol nos 48 do segundo tempo me
deu impulso.
E não foi só no último volume, mas na última citação
que tudo aconteceu:
"...é o ciume projetivo, onde a pessoa transfere para a
outra, a sua intenção não consciente de trair a pessoa a-
mada..."
Não exatamente nestas palavras.
Caiu que é um tijolo na minha cabeça. Aquela sensa-
ção saiu de meu cérebro de forma imediata. Como num
passe de mágica.
Sabia que aquelas namoradas não me davam motivo
nenhum para aquele ciúme descabido e depois passei a
ver que vivia um drama a cada namoro. Vivia o dilema de
ficar com a mulher pela qual me apaixonara, e minha ou-
tra paixão, que é o meu narcisismo transferido para sedu-
ção.
E, por falar em narcisismo, não duvido que, pela ne-
cessidade de chamar a atenção para si do sexo oposto,
muitos cinquentões vão ainda adiante, desmanchando
seus casamentos por rabos de saia mais jovens, como
forma de chutar o pau da barraca, estando vendo estar-
se pelas últimas chances de realizar suas fantasias mega-
lo-sexuais; ainda reprimidas por mal planejamento de vi-
da pregressa. Numa tal de 'Idade do Lobo'. Depois vão
perceber a burrada que deram, perdendo, pela separação,
o convívio com a família que tinha, tendo ainda que reco-
meçar tudo de novo, com gastos dobrados. É uma voca-
ção para complicações.
Voltando agora à temática base, o ciúme, após o 'in-
sight', mudou a minha forma de encarar e conduzir os re-
lacionamentos devir, mediante um comportamento mais
elaborado, até para não ferir pessoas que nada tinham a
ver com minha mente, que muitas vezes mais pareceu
com um buraco negro, onde tudo entra, mas que dali não
sai nada.
Para minha vida prática, Freud foi um gênio salvador
e, embora continue a não pertencer muito a sua escola,
louvo, pois não vou cuspir neste prato rebuscado em que
comi. Simpatizo mais com a linha Comportamental Evolu-
cionista.
Ricardo Bing Reis.

 

IDENTIFICANDO-ME COMO IRRITADO/RAIVOSO E AGRESSIVO.

From: rbrd_redacaoshm@hotmail.com
To: medicina1986_ufrgs@provedor.com
Date: Tue, 26 Jul 2011 19:50:38 +0000

Aos meus migos-médicos e TODOS os demais internautas,
as pessoas irritadas são iritantes. Irritam a si mesmas e à-
queles que com quem convivem, meros interlocutores, e
assim vai.
Eu, muitas vezes, me irrito 24 vezes por dia, sendo que
durmo 8 horas, perfazendo quase uma vez a cada 20 minu-
tos em vigilia, só quando estou calmo.
Mas praticamente nunca atuo a irritação, nunca tendo i-
do à vias de fato em todos meus quase 50, exceto com um
colega aos 10 anos de idade naquelas saídas de colégio; e
com meus 2 irmãos. Mas brigas de criança com irmãos não
valem, pricipalmnte quando o mais velho tinha 10, eu 9 e o
caçula, mas mais forte dos três, 8 anos.
Significa bom auto-controle da minha raiva, não pequena
segundo minha esposa.
É uma forma de tolerância e até compreensão, consigo e
com os outros. Mas internalizo minhas raivas, psicossomati-
zando na lombar. A bem dizer, seria isto uma forma de vias
de fato, onde agridiria minha própria lombar, como se me
auto soqueasse até sentir a dor.
Sob esta forma de pensar, a psicossomatização seria uma
forma de masoquismo, que nada mais é que o auto-sadismo.
Já outros preferem descarregar, agredindo os outros, pas-
sivamente, verbalmente e/ou fisicamnte. Aí teríamos o sadis-
mo. Neste caso, seria tudo sadismo. Para fora ou o sadismo
propriamente dito; e para dentro, em auto-sadismo, dito ma-
soquismo. Como o sadismo é o fruto da irritabilidade, ambas
situações são raiva-dependentes.
Esta semana morreu Peter Falk, um dos meus dois ídolos
dos 70's. Era o detetive Columbo do seriado de mesmo no-
me, "Os detetives". O outro era Hercule Poirot, também de-
tetive, da escritora Agatha Christie. O que eles tinham em co-
mum? Duas coisas. A primeira, neles mesmos: muita inteligên-
cia/perspicácia e, principalmente, muita frieza e auto-controle
de seus temperamentos na solução dos crimes. A outra coisa
era o fato de seus investigados serem assassinos "frios", pré-
meditados mas não vitimavam com requintes de tortura. A-
gressivos sim , óbvio, mas não ao grau máximo.
Já outros tem prazer e necessidade em torturar antes de
matar. O que quero dizer com tudo isto? Que existem graus
variados de agressividade, ira, raiva, ódio, irritação.
Desde aquele amigo passivo-agressivo até um matador
descontrolado, serial-killer.
Aí, já estaríamos entrando no campo do sociopata e psico-
pata, e que não serão nosso tema neste momento.
Vamos começar pelo irritado que não vai à vias de fato ou,
se vai, não chega a prejudicar tão significativamente sua víti-
ma, embora toda agressão física seja possivelmente crimino-
sa, e até a verbal, pelos danos morais.
Embora cercado de advogados em minha família, nada sei
de direito e vou deixar por este pouco dito, que mesmo pou-
co, já pode estar errado.
Basta juntar duas pessoas para que, agora sim, com toda
certeza, comecem irritações mútuas, em graus variados, mes-
mo que não aparentemente. E, se não houver a outra pessoa,
pode até demorar um pouco, mas o solitário acabará se irri-
tando por estar só, preferindo até se irritar com outrem, para
ele menos mal que a situação de isolamento.Muitas vezes gos-
to de estar só, sem ser só.
Se você é casado, te 98,73% de chance de estar lembran-
do do seu casamento. Observo que existe 1,27% de casais
que não se irritam uni ou bilateralmente. É o casal margari-
na, que deve ser meio chato, irritantes não entre eles, mas a-
té aqui um casal estaria desencadeando irritação, agora para
quem contempla, isto parece garantido.
Ouvi um programa de interatividade entre participantes e
um psiquiatra respondendo. A interlocutora perguntou por
que hoje tem-se tantas pessoas morando sozinhas. Respon-
deu que pensam antes estar sozinhas que mal acompanha-
das. E completou: ..."como toda pessoa casada é mal acom-
panhada, por consequência temos esta derrama de divórcios
por aí"... Mas notei que quis mais fazer uma graça que de
fato, um fato. Exagerou. Mas as risadas do pessoal no estú-
dio foram daquelas boas de ouvir.
E aqueles todos que dizem que, se queres desunir um ca-
sal, basta uní-lo.
Já vi casal se implicar, brigar todos os dias e o dia todo e
nunca se separar, embora ameaças diárias, por 50 anos cor-
ridos, e, ao morrer um, o outro fica falando saudosamente do
falecido, vindo a morrer não muito depois pela angústia da
solidão, do vazio deixado pelo outro, à Romeu e Julieta. Co-
mo explicar isto?
Falta de dinheiro pode causar um clima de insegurança tal
que acaba por desencadear raiva por sentir-se prolongada-
mente ameaçado pelo medo e geralmente um acaba culpando
o outro; até dizendo algo indevido. Pronto, é o estopim para a
separação.
Não é fácil um casamento resistir à prolongada e/ou grave
crise financeira sem que tenha uma fundação muito sólida do
relacionamento.
As pessoas cri-cri, perfeccionistas e que exigem o mesmo
de seu companheiro, como se aquele comportamento dele
fosse o correto - e sempre se acham o correto - irritando-se
pois sempre estão irritadas e,pela cri-crilhice tenta te trazer ao
mesmo patamar.
Cuidado, este tipo de pessoa nunca parará de contra-argu-
mentar, melhor ainda para ela se for um tons progressivamen-
te mais alto e irritadiço. É a gritaria generalizada. Péssimo am-
biente para crianças. O texto tomou rumo de temática terapia
de casal, mas não é este o objetivo, e sim a terminologia irri-
tação. É que, em se tratando disto, casamento casa.
Voltando à miscelânea de circunstâncias, temos as crianças
muito pequenas ainda, 2 anos ou menos, com temperamento
forte e alto grau de raiva, trazendo a teimosia, a birra e ata-
ques de fúria em casa ou ambientes públicos, principalmente
em lojas de brinquedos e supermercados. Caso seja genético e
tal característica tenha sido herdado da mãe, tem ela mãe, a-
gora, a chance de ver na filha como é para outra pessoa lidar
com ela, mãe irritadiça; que paga geral, sobrando quase sem-
pre mais para o marido. Vice-versa se a irritabilidade do bebê-
criança veio da genética paterna.
Tentei mudar de circunstâncias mas, caí de novo no ambi-
ente familiar e de casal. Mas agora vai: consultou comigo ago-
ra à tarde uma senhora de 83 anos que me disse ter tomado
Lexotan no domingo pois fora tocar no piano uma música ma-
is elaborada e teve erros. Aquilo lhe causou tamanha irritação
que começou a ter palpitações. Isto é como se, por descarga
de raiva, desse choques elétricos em alguém, só que em si
mesmo, no seu próprio coração. É uma auto-eletrocutação.
Disse: 'a senhora, provavelmente é uma pessoa perfeccio-
nista, que se cobra muito, também dos outros e, por conta de
tudo isto, contrastando com a realidade,&nbs p;se irrita e irrrita os
outros. Concordou. Então completei: veja só o que aconteceu,
a senhora foi se distrair e se divertir; conseguiu o contrário...
Em vida social, onde muito observo a raiva das pessoas é
no jogo de futebol entre amigos e também no trânsito. Mesmo
entre amigos, volta e meia o sangue esquenta e vem os pitos,
empurrões e até socos.
Claro, se vai à via de fato, estamos entrando no campo da
criminalidade.
Sem esquecer dos estádios, com briga de torcedores e de
torcidas, infiltradas até por brigões de grupos disfarçados de
torcedores, pretexto. Hooligans na Inglaterra.
No trânsito as pessoas se fecham, se chingam, se anteci-
pam à outras pela vaga de estacionamento, sinais de luz por
carros que vem na velocidade da luz na auto-estrada, zigue-
zagues, fechadas, todos tipos de atitudes por raiva trazida de
casa ou adquirida ali mesmo. Pisca-pisca hoje deve ser um dos
opcionais nas revendas de carros.
Sem falar nos espertinhos que vem por fora da fila para
conversão e se antecipam à todos entrando antes, lá na fren-
te, deixando bem claro que se acha melhor que todos nós, ba-
bacas à visão deles.
Com certeza s ão assim em tudo na vida e tendem a pegar
um esquentadinho por aí, e a cobra fuma.
Um paciente meu, de 22 anos, fez aquela antecipação de es-
tacionamento em lancheria e o baixinho prejudicado engoliu em
seco. Quando estava saindo da lancheria, viu o baixinho voltan-
do à pé, se aproximou e deu-lhe um tiro que o colocou na UTI
por 7 dias, com a bala à 2 cm da coluna vertebral lombar.
Dizem que os baixinhos são mais irritados. Não sei se é fato,
mas a história me fez lembrar disto.
Na TV tinha aquele cara do "eu sou noooormall", o Ringue 12
no final dos 60's, mas que era mero teatro com o Ted Boy Ma-
rino, depois o Tele-Catch e agora o Premiere UFC.
Estimula a gurizada a imitar. Deveria ser proibido, bem como
o box. As artes marciais, para quem insiste na modalidade de es-
porte agressivo, parecem mais elaboradas e disciplinadas.
Quando rosariense, no segundo grau, hoje ensino médio, ti-
nha dois brigões, muito marombados, que faziam musculação e
box para se pegaram mais ou menos semanalmente na praça São
Sebastião, na frente do colégio. Era uma coisa doentia. Sempre
me esforcei muito para ser grande amigo eles... nunca quis ma-
goá-los ou irritá-los...
Parece haver uma inter-relação entre raiva, medo e depres-
são. Qualquer que seja a emoção primária, pela persistência e/ou
intensidade do sintoma, acaba por atiçar os outros 2 secundari-
amente, formando um círculo vicioso meio caótico, ou bastante.
A raiva fomentada, reprimida e então transbordada, é a mãe
da sociopatia e psicopatia, mas assunto para depois. Talvez por
isto, Dante Alighieri, na Divina Comédia, classificcou a ira como
um dos 7 pecados capitais, por ser grave gerador de desordem
e desagregador de grupos sociais e, como diria ele mesmo, que
inferno dantesco ser assim ou tentar ajudar estes.
Ricardo Bing Reis.

POSTADO EM REDES SOCIAIS

MEU CÉREBRO É DE TAL ESTRUTURA FUNCIONAL, QUE ME FASCINA LUZ E SOM. FELIZMENTE, NÃO SOFRO DE ENXAQUECA, ONDE AMBOS SÃO AGRAVANTES. SÃO COMBUSTÍVEIS PARA QUE SE ME PROCESSEM SINAPSES NEURAIS. TALVEZ POR ISTO, TENHA CONSIDERÁVEL, EMBORA NÃO GRAVE, DEPRESSÃO SAZONAL. DIRIA, POR NÃO SER NÃO TÃO SIGNIFICATIVA, UMA 'DISTIMIA SAZONAL'. EM 1989, MOREI POR 1 ANO NA ALEMANHA, VOLTANDO AO BRASIL 1 SEMANA ANTES DA QUEDA DO MURO DE BERLIM. LÁ, NÃO SUPORTAVA BEM AQUELES DIAS QUE AMANHECIAM ÀS 9, FAZIAM DE CONTA QUE FICAVAM CLAROS E REESCURECIAM ÁS 15 HORAS. POR AÍ, ASSIM, CONCLUÍ QUE, NA ALEMANHA, TEM-SE APENAS 2 ESTAÇÕES: INVERNO E ESTAÇÃO DE TREM.

POSTADO EM REDES SOCIAIS

ELE, MAIS OBSERVADOR QUE EU, JÁ ANTES DE SUA FASE VERBALIZADA, CHEGOU À CONCLUSÃO QUE LEVEI 50 ANOS: ESTOU ASSIM COM BOSSAIS E OS EXCESSIVAMENTE NARCISISTAS. TAMBÉM COM AQUELES QUE INSISTEM APARENTAR SER O QUE NÃO SÃO.

Ricardo Bing Reis ALÉM, É CLARO, DOS 'VAMPIROS EMOCIONAIS'.
16 de março de 2012 às 22:09 ·

POSTADO EM REDES SOCIAIS