POSTADO EM REDES SOCIAIS

'SUPER-MÃES', 'MÃES SUPER-PROTETORAS, 'SÍNDROME DO NINHO ESVAZIANDO' E 'SÍNDROME DO NINHO VAZIO' > A/C ILSE LÚCIA (MINHA MÃE) & MARIA DE LOURDES (MINHA AMIGA HOJE FALECIDA): AMBAS TINHAM UMA CARACTERÍSTICA EM COMUM; O EXCESSIVO APEGO AOS FILHOS. SIM, ATRAPALHAM. SIM, SUFOCAM. MAS NÃO SEM ANTES TEREM DADO APEGO E AFETO. NÃO SE TRATA APENAS DE UM AMOR EGOÍSTA; MAS, MAIS AINDA, DE UM AMOR FÓBICO. É O MEDO DE PERDER O FILHO. E, ESTE PERDER, É AMPLO. DESDE A MORTE DELE, ATÉ ELE TALVEZ NÃO ATINGIR O GRAU DE FELICIDADE QUE ELA, MÃE, SABE QUE SEU FILHO ALMEIJA. MAS ELA NÃO QUER PERCEBER QUE NÃO PODE VIVER A VIDA DELES, POR ELES. QUANTO AO LADO EGOÍSTA, NÃO CANSO DE PARA-FRASEAR JOSÉ SARAMAGO, ONDE DIZ QUE OS FILHOS NÃO SÃO NOSSOS; NOS SÃO EMPRESTADOS PELO MUNDO, E AO MUNDO DEVEMOS DEVOLVÊ-LOS. ASSIM, DEDICO A MÚSICA 'MOTHER' ABAIXO, ÀS DUAS. É UM HINO À SUPER-MÃE; AQUELA QUE NÃO QUER DEIXÁ-LO VOAR SOZINHO POR MEDO DOS PERIGOS DA 'VIDA LÁ FORA'. QUEREM OS FILHOS EMBAIXO DAS SUAS ASAS. O QUE, CONVENHAMOS, EXCEUANDO AS INCONVENIÊNCIAS JÁ CITADAS, PARADOXALMENTE, É UMA ATITUDE LOUVÁVEL.

Ricardo Bing Reis E, LOGO EU, TODO METIDO À DEMOCRATA, PERCEBI-ME, HÁ RECÉM POUCOS DIAS, UM PAI 'EGOÍSTA-FÓBICO SUPER-PROTETOR'. HÁ ALGUM CERTO TEMPO, MINHA FILHA ANDAVA UM POUCO AZEDA COMIGO; APESAR DOS MEUS AGRADOS. FOI AÍ QUE, NUMAS DESTAS 'CAÍDAS DE FICHAS', PERCEBI SEREM MEUS AGRADOS COMPATÍVEIS PARA CRIANÇA DE 5 ANOS DE IDADE, E NÃO PARA UMA PRÉ-ADOLESCENTE DE 10. ORA, ISTO IRRITA AO ETARIAMENTE SUB-ESTIMADO. TIVE UMA CRISE DE TRISTEZA NO DIA DO 'INSIGHT'; POIS, NO MEU, ATÉ ENTÃO ADORMECIDO ÍNTIMO, 'PERDERA MEU BEBÊ'(!). E, É INCRÍVEL, COMO ISTO ESTAVA SE PASSANDO, SEM QUE EU NADA PERCEBESSE (OU QUISESSE PERCEBER). MUDEI, AJUSTANDO MEU COMPORTAMENTO PARA COM ELA. RESULTADO FOI QUE AGORA ESTÁ BEM MAIS PRÓXIMA DE MIM. CONCLUÍ QUE 'PERDI UM BEBÊ', MAS 'GANHEI UMA PRÉ-ADOLESCENTE'... CRESCI, ERRANDO E RETIFICANDO; MAS CRESCI.
31 de março de 2012 às 02:45

   

POSTADO EM REDES SOCIAIS

Órfãos do Rock' > Seriam os que estão na Média Idade (entre 40 e 60 anos; e, não confundir com Idade Média, que até poderia ser também!). Muitos dos tais, tiveram seus ídolos no Rock. Eles, ídolos, em tal época, eram Adultos Jovens e, hoje, todos Idosos. Como já escrevera antes, teremos a partir de agora, uma sequência progressiva de perdas dessa legião de músicos inesquecíveis. Morrerão 1 a 1, porém, permanecerão vivos em nossas memórias, como protagonistas de muitas de nossas lembranças, de muitas de nossas alegrias, muitas vezes cada qual agregada a uma música; cujo ouvir, nos remete saudosamente (não melancolica nem nostalgicamente, embora também possível) àquele momento de bem estar.

Ricardo Bing Reis À luz da época, 1960/70, eram tidos, lembro de minha avó e minha mãe comentando, "cantores do som rebelde do Rock 'n' Roll". 50/40 anos depois, o que podemos ver, no 'feed back', é que foram justo o contrário, foram porta vozes da paz, da alegria de viver, pela luta na vida melhor, não da utópica 'melhor das vidas'. E, que nos deixam uma lição Histórica: 'nem sempre as coisas são tal parecem ser'.
2 de novembro de 2013 às 14:02

Ricardo Bing Reis Chegou a nossa vez de perdermos de novo, agora Lou Reed (não ele de perder-nos, em proporção na minha divagação). Esse, já pela idade, embora, talvez, um pouco abreviada. As mais marcantes até então, haviam sido por overdoses (vários exemplos), assassinato de John Lennon e câncer de George Harrison. Não foram 'mortes naturais', que agora começam, inevitavelmente a se somarem.
2 de novembro de 2013 às 14:06

Ricardo Bing Reis Seria um rebelde (?) quem recebeu, de sua esposa Laurie Anderson, no seu obituário, a seguinte sentença(?): "Lou Reed era um mestre tai chi e passou seus últimos dias feliz e deslumbrado pela beleza, pelo poder e pela suavidade da natureza. Ele morreu no domingo de manhã olhando para as árvores e fazendo as famosas 21 posturas do tai chi só com suas mãos de músico movendo-se pelo ar. Lou era um príncipe e um lutador, e eu sei que suas canções sobre a dor e a beleza no mundo vão preencher muita gente com o incrível prazer que ele sentia pela vida". Jornal East Hampton Star.
2 de novembro de 2013 às 14:12

 

Órfãos do Rock' CONT.

Ricardo Bing Reis Vejo aqui nessa sentença, uma identificação. Meu maior hobby é ficar fazendo nada, ou muito mais que nada, isto é, ficar contemplando algo por horas, melhor se natureza, mas também serve belos pontos urbanos. Precisa dinheiro para relax mediante tal forma de satisfação para a vida? Claro que não. Daí talvez poder-se pensar que dinheiro não está com essa bola toda, tanto que um dos maiores anti descontentamentos (de possível 'Eterno e Inato Descontentamento Endógeno Inerente a Todos os Seres Humanos'), seja, em minha opinião, o "Tempo Livre Para a Prática do Ócio Criativo (ou simplesmente contemplativo)".
2 de novembro de 2013 às 14:18

Ricardo Bing Reis Outra herança garimpável dessa sentença, é a de deixarmos algo de bom para quem vem, enquanto vamos. Tal Lou Reed, que deixou canções estimulantes e filosóficas ao mundo, deveríamos cada qual tentar deixar muito mais que 'coisas' como heranças, mas experiência da vida (da vida como ela é). Infelizmente, uma parcela cujo percentual desconheço, piora com a idade, em seu egoísmo e arrogância, ao invés de amadurecer. E, muito melhor se conseguir deixar algo para além de seus filhos (o que já é muito). Fazer a vida valer a pena, por ter sido vantajoso ao mundo, sua passagem por ele.
2 de novembro de 2013 às 14:24

Ricardo Bing Reis Jornal da época (provável anos 50) > "O Som Rebelde do Rock 'n' Roll: Os jovens norte-americanos já rodopiam nas pistas no embalo de um novo ritmo. É o contagiante rock 'n' roll, popularizado na América desde que canções de novos artistas ganharam as rádios do sul dos Estados Unidos, principalmente de Memphis, no Tennessee. Puxado por um novo instrumento, a guitarra elétrica, o gênero une ritmos como a country music e o rhythm & blues, e se transformou em um estilo de vida dos admiradores: milhares de jovens imitam a amaneira ousada de dançar dos cantores que excursionam pelo país. O ritmo tem causado histeria entre os adolescentes, que adoram os músicos como seus novos ídolos. O rock tem influenciado do guarda-roupa aos penteados da juventude". Uma descrição tão interessante quanto de palavreado hilário!
2 de novembro de 2013 às 14:36

Órfãos do Rock' CONT.

Ricardo Bing Reis Tal qual a contemplação, destacaria, ouvir música, outro excelente hobby relaxante; e, de novo de custo zero! Pode ser agregado à contemplação, por ser um hobby portátil. Mas também para isso, há de se ter tempo livre para a prática desse ócio criativo.
2 de novembro de 2013 às 14:39

Ror seus rocks, como que estavam, no nosso imaginário, em nossa linha de frente para, como diz um amigo meu, o precipício! E estavam mesmo. Ainda estão. Ora, se essa linha de frente vai-se nos próximos 10 à 15 anos, nós, cinquentões, teremos adentrado à velhice (terceira idade, pós 60)! Logo, seremos, nesse momento, a linha de frente, pois a fila tem que andar e está andando. Ninguém faz nada, ninguém toma providências para desacelerar os giros do Planeta Terra, que determinam o 'chronos'... Concluindo, concordo em gênero e número com meu irmão quando ele diz 'o tempo é inclemente com tudo e com todos, principalmente, com nós próprios, só que achamos acontecer apenas para os outros... mas um dia a nossa casinha também cai'... Concordo, para mim, existe sim essa correlação de terminalidade do prazo de validade de nossos ídolos, com a proximidade de vencimento de nossos próprios prazos de validade. E, não adianta pensar-se zen, ninguém quer morrer (salvo exceções e circunstâncias). Falar serenamente com a morte, nunca foi, não é; e nunca será tarefa fácil.
2 de novembro de 2013 às 19:17

Ricardo Bing Reis Radinho de pilha (há uns 45 dias) > 'Em 1952, Elvis Presley assinou seu primeiro contrato com uma indústria fonográfica (produção de vinil). A partir deste ato, a música usufruiu de um BOOM através do Rock, também Elvis usufruiu seu BOOM; a indústria fonográfica 'explodiu'. Mas quem teve o ainda maior benefício de todos, foi o Mundo, que usufruiu de um BOOM CULTURAL'.
11 de novembro de 2013 às 15:41